Histórias de Fé

Enchente deixou 75 centímetros de água dentro de igreja; mais de um ano depois, os sinos voltaram a tocar

Congregação de Saxapahaw encontrou abrigo temporário em outra comunidade enquanto o templo danificado pela tempestade Chantal passava por reparos.

Por Pr. Bruno Valadão • Publicado em 27/08/2026 às 07h45 • Atualizado em 25/08/2026 às 08h48
Igreja cercada por água durante uma inundação
Igreja atingida por inundação em Ouanaminthe, no Haiti, em 2017; imagem de arquivo usada de forma ilustrativa. Foto: Josiah Cherenfant/VOA Creole Service, domínio público; recorte realizado.

Os sinos da Saxapahaw United Methodist Church ficaram em silêncio por mais de um ano.

Dentro do templo, a enchente havia deixado cerca de dois pés e meio de água — aproximadamente 75 centímetros — e provocado danos extensos.

No domingo, 23 de agosto de 2026, a congregação finalmente atravessou novamente as portas do edifício.

O retorno foi marcado pelo som dos sinos, cânticos e uma procissão de fiéis até os bancos restaurados.

Tempestade interrompeu a rotina da igreja

O prédio fica no condado de Alamance, no estado americano da Carolina do Norte.

A inundação aconteceu durante a passagem da tempestade tropical Chantal, no verão de 2025.

A água invadiu o santuário e tornou o espaço inadequado para os cultos.

Integrantes da comunidade relataram à Spectrum News que, naquele momento, parecia difícil imaginar que a rotina voltaria ao normal.

O fechamento não encerrou as reuniões. Uma igreja vizinha ofereceu espaço temporário e recebeu a congregação durante o período de reparos.

Comunidade aprendeu a existir fora do prédio

A reverenda Mandy Sayers afirmou que o tempo longe do templo reforçou uma convicção: a igreja é maior do que sua estrutura física.

Durante mais de doze meses, a comunidade precisou viver essa ideia na prática.

Os cultos continuaram em endereço emprestado, enquanto voluntários, profissionais e apoiadores trabalhavam para recuperar o imóvel atingido.

Ao mesmo tempo, o grupo teve de lidar com a perda de objetos, a interrupção das atividades e a incerteza sobre o retorno.

Primeiro domingo teve clima de recomeço

Na manhã da reabertura, os membros entraram passo a passo no santuário e voltaram a ocupar os bancos.

A mensagem pregada por Sayers retomou a orientação de Jesus para que seus seguidores sejam luz do mundo.

BJ Privett, integrante da comunidade ouvido pela emissora, disse esperar que a experiência deixasse uma mensagem de renovação e resistência.

A emoção do retorno não apagou o ano difícil. Ela transformou a reabertura em uma espécie de resposta coletiva ao que havia acontecido.

Igreja ainda pretende agradecer a quem ajudou

Os líderes programaram para 13 de setembro um culto de agradecimento à comunidade que apoiou a congregação.

A homenagem deverá incluir pessoas e instituições que ofereceram espaço, recursos ou trabalho durante a recuperação.

A história da Saxapahaw United Methodist Church não terminou quando a água entrou no santuário.

Por mais de um ano, ela continuou em outro endereço. Quando os sinos voltaram a tocar, o prédio restaurado encontrou uma comunidade que também havia aprendido a recomeçar.

Comunidades reconstruídas

Veja também como uma igreja realizou culto ao ar livre três dias depois de perder grande parte do templo.

Conheça o projeto de voluntários cristãos que ajudam famílias deslocadas pelo furacão Helene.

Fonte: reportagem da Spectrum News 1.

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