BRASÍLIA (DF) — O pastor Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) e uma das vozes mais influentes no meio político conservador, manifestou apoio público à tese adotada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de participar de debates televisivos nas Eleições de 2026 apenas quando o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também estiver presente.
A declaração foi concedida em entrevista ao jornalista Paulo Cappelli, do portal Correio da Manhã Brasil.
Justificativa estratégica e risco de desgaste
Durante a entrevista, Malafaia sustentou que a ausência do chefe do Executivo em confrontos diretos transformaria o representante do PL no alvo prioritário das demais candidaturas.
“Lula vai? Eu vou. Lula não vai? Eu não vou. Está corretíssimo”, declarou o religioso. Ao contextualizar o cenário eleitoral do primeiro turno, o pastor apontou que nomes de diferentes legendas do campo da direita — a exemplo de Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) — naturalmente direcionarão críticas ao senador para buscar espaço no eleitorado conservador.
Para o líder eclesiástico, a exposição desnecessária em sabatinas sem a presença do principal adversário político traria prejuízos de imagem à pré-campanha do parlamentar fluminense.
Projeção de união no segundo turno
Malafaia avaliou as divergências temporárias entre os pré-candidatos de centro-direita e direita como parte do processo democrático, projetando a pacificação das legendas em um eventual ciclo decisivo. “No segundo turno vai estar todo mundo junto contra o Lula”, concluiu o pastor.
A discussão sobre a presença em sabatinas e debates organizados pelos veículos de comunicação segue as diretrizes da legislação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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