SÃO LUÍS (MA) — O deputado federal Pastor Gil (PL-MA), figura expressiva do segmento evangélico e liderança eclesiástica ligada à Assembleia de Deus no Maranhão, formalizou seu pedido de renúncia à candidatura no pleito de 2026.
A desistência foi protocolada na última segunda-feira, 24 de agosto, e homologada no dia seguinte, terça-feira (25), pelo juiz Marcelo Oka, membro do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), encerrando de forma definitiva sua participação na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados.
Condenação no STF e parecer da procuradoria eleitoral
A decisão de interromper a campanha ocorre após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ter proferido, em março de 2026, acórdão condenatório contra o parlamentar e outros seis investigados pelo crime de corrupção passiva, em processo relacionado ao suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares.
A despeito do julgamento na Suprema Corte, a Procuradoria Regional Eleitoral do Maranhão (PRE-MA) havia emitido parecer inicial favorável ao deferimento de seu registro de candidatura, por entender a ausência de óbices regimentais definitivos até a conclusão dos recursos.
Pastor Gil disputaria seu terceiro mandato consecutivo na Câmara dos Deputados, após ter sido eleito em 2018 pelo PMN (47.758 votos) e reeleito em 2022 pelo Partido Liberal (69.530 votos).
No âmbito religioso, o parlamentar acumula mais de vinte anos de atuação ministerial e exerceu o cargo de secretário-geral da Convenção Estadual da Assembleia de Deus no Maranhão (CEADEMA).
Quadro de desistências no Estado
Com a homologação da renúncia de Pastor Gil, o estado do Maranhão contabiliza quatro desistências formais de candidaturas registradas no sistema DivulgaCandContas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além do deputado do PL, retiraram suas postulações o ex-vereador Genival Alves (Avante) e os ex-deputados estaduais Edilázio Júnior e Cabo Campos, ambos filiados ao Republicanos.