SÃO PAULO (SP)— A cantora gospel e mãe atípica Lydia Moisés utilizou suas redes sociais para compartilhar um desabafo sobre os desafios enfrentados na busca pela continuidade do tratamento de seu filho, Matheus, de 10 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 1 de suporte.
O relato, que ganhou forte engajamento no segmento evangélico nesta quinta-feira (10), expõe a batalha judicial travada pela família contra a operadora de saúde Amil One.
Batalha judicial e impacto no desenvolvimento infantil
De acordo com a cantora, há um ano e três meses a família busca a liberação e o custeio integral das terapias multidisciplinares prescritas pelos médicos responsáveis, estimadas em cerca de 10 horas semanais.
Devido ao elevado custo dos procedimentos na rede particular e à ausência de cobertura direta pelo plano, o menino chegou a permanecer meses desassistido, apresentando crises emocionais e prejuízos no desenvolvimento global.
“Fiz um apelo para que meus seguidores ajudassem a chamar a atenção da empresa”, relatou a artista, afirmando que a mobilização no perfil da operadora resultou na limitação de comentários na publicação da companhia privada.
O retrato das mães atípicas no Brasil em 2026
A manifestação de Lydia Moisés ecoa a realidade de milhares de mães atípicas que recorrem à judicialização para assegurar tratamentos essenciais garantidos pela legislação brasileira e regulamentados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A mobilização de figuras públicas do meio cristão reforça a conscientização sobre os direitos das pessoas neurodivergentes.
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