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Após revelação do O Fuxico Gospel, Arival Dias deixa comando da IPP

IPP afirma que reverendo pediu licença “em respeito à família e à igreja”; ainda não está esclarecido se afastamento será temporário ou definitivo.

Por Izael Nascimento • Publicado em 13/09/2026 às 22h50
Reverendo Arival Dias Casimiro, ex-pastor titular da Igreja Presbiteriana de Pinheiros
Reverendo Arival Dias Casimiro, ex-pastor titular da Igreja Presbiteriana de Pinheiros. (Foto: Arival Dias Casimiro/Facebook)

O reverendo Arival Dias Casimiro deixou o comando da Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP), em São Paulo, após o aumento da pressão interna provocado pela repercussão do processo trabalhista em que uma ex-funcionária o acusou de assédio e abuso espiritual.

A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo. Procurada pelo jornal, a assessoria contratada pela IPP afirmou que Arival decidiu pedir licença em comum acordo com o Conselho da igreja.

“Ciente dos fatos, o reverendo Arival, em respeito à família e à IPP, resolveu pedir licença em comum acordo com o conselho.”

Até o momento, não foi informado por quanto tempo Arival permanecerá afastado, se a licença é temporária ou se poderá resultar em uma saída definitiva da função de pastor titular.

Por isso, apesar de Arival ter deixado o comando neste momento, ainda não há confirmação oficial de uma renúncia definitiva ao cargo.

Saída ocorre após revelações sobre processo

O afastamento acontece poucos dias depois de o Fuxico Gospel revelar detalhes do processo trabalhista movido por uma ex-funcionária da Junta Missionária de Pinheiros.

Na ação, a mulher acusou Arival de comportamentos e mensagens que considerava inadequados durante o período em que trabalhou na instituição. Foram anexadas ao processo conversas de WhatsApp e relatos sobre abordagens presenciais.

O processo terminou em acordo. A ex-funcionária recebeu R$ 106.347,92, além de honorários advocatícios. Não houve sentença de mérito reconhecendo a prática de assédio.

Documentos analisados pelo Fuxico Gospel mostraram ainda que Arival transferiu R$ 128 mil à Junta Missionária depois de a instituição comunicar à Justiça que havia realizado apuração interna e firmado ressarcimento com o colaborador apontado como responsável direto pelos fatos que deram origem à ação.

Igreja confirmou disciplina e pedido de perdão

Na última semana, a própria IPP enviou uma carta à membresia na qual confirmou que Arival foi submetido a disciplina eclesiástica.

A igreja informou também que o pastor reconheceu a inconveniência de algumas mensagens e pediu perdão pessoalmente à ex-funcionária diante de integrantes do Presbitério de Pinheiros.

A nota, porém, ressaltou que o acordo trabalhista ocorreu sem sentença reconhecendo assédio e afirmou que o procedimento eclesiástico havia sido encerrado após o cumprimento da medida disciplinar.

Permanência de Arival passou a ser questionada

Mesmo depois da manifestação da igreja, a permanência de Arival na liderança passou a provocar questionamentos dentro do meio presbiteriano.

O Fuxico Gospel mostrou que algumas das principais lideranças reformadas do país ainda não haviam se manifestado publicamente sobre o episódio, apesar da crescente repercussão.

Arival também tornou privado seu perfil oficial no Instagram depois que o caso ganhou repercussão nacional. Na ocasião, não houve confirmação de que a mudança estivesse diretamente relacionada ao processo.

A Folha informou que procurou Arival por telefone e mensagens, mas não obteve resposta até a publicação.

Com o pedido de licença, permanece em aberto agora quem ficará responsável pela liderança da Igreja Presbiteriana de Pinheiros e se Arival retornará futuramente à função de pastor titular.

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