SALVADOR (BA) — O pastor Valdomiro Pereira, presidente da Convenção Estadual das Assembleia de Deus na Bahia (CEADEB) e líder de uma das maiores estruturas eclesiais do Nordeste, gerou ampla repercussão nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que repreende publicamente os instrumentistas da igreja.
O líder religioso determinou a cessação imediata do uso de fundos musicais durante a ministração de sermões, ordenando que o suporte instrumental fique restrito estritamente aos momentos de louvor congregacional nesta.
Clareza homilética, exposição da palavra e sobriedade litúrgica
Durante a exortação efetuada do púlpito, o presidente da CEADEB argumentou que a sonorização excessiva durante as ministrações compromete a assimilação dos ensinamentos pelas ovelhas e interfere na clareza do pregador.
“Instrumentos eles são para acompanhar o louvor. Instrumento não é pra acompanhar a mensagem […] A palavra precisa ser transmitida sem interrupção […] Eu não consegui ouvir bem aqui a mensagem”, relatou o pastor ao público presente, criticando o hábito de elevar o tom dos teclados e guitarras em busca de apelos emocionais instantâneos.
Valdomiro Pereira defendeu que a verdadeira edificação espiritual ocorre pelo ensino assimilado em sobriedade e reflexão, citando momentos em que cultos mantidos em completo silêncio resultaram em profunda renovação espiritual. “Eu já acompanhei pregador que passou uma hora pregando e o povo em silêncio […] estavam se alimentando bem. E depois […] o fogo pegou”, complementou o veterano ministro de culto.
A divulgação do trecho nas plataformas digitais dividiu o público evangélico. Enquanto teólogos e preletores alinhados à tradição clássica elogiaram a postura firme da liderança baiana no combate à emotividade fabricada por acordes de fundo, músicos e pregadores da nova geração argumentaram que a sonorização suave atua como ferramenta de ambientação e suporte para a comunicação da mensagem bíblica.
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