Política

Apoiado por Malafaia, Douglas Ruas pode assumir governo do RJ sob investigação

Pastor declarou apoio explícito a Douglas Ruas durante a campanha; deputado é alvo de apuração por suspeitas que incluem lavagem de dinheiro, peculato e crimes licitatórios.

Por Izael Nascimento • Publicado em 09/10/2026 às 09h29
Sostenes Cavalcante, Silas Malafaia, Douglas Ruas e Isquierdo - @reprodução
Sostenes Cavalcante, Silas Malafaia, Douglas Ruas e Isquierdo - @reprodução

RIO DE JANEIRO (RJ) — O deputado estadual Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do Rio que recebeu apoio explícito do pastor Silas Malafaia durante a campanha, pode chegar ao Palácio Guanabara já sendo alvo de investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Ruas deve ser proclamado governador eleito após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir anular os votos de Anthony Garotinho.

Com a retotalização, o candidato do PL ultrapassa 50% dos votos válidos e pode encerrar a disputa ainda no primeiro turno. A confirmação depende do Tribunal Regional Eleitoral do Rio.

Malafaia declarou “apoio irrestrito”

A ligação política entre Malafaia e Ruas foi pública durante a campanha. Em agosto, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo enviou um áudio reproduzido no lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro e declarou “apoio irrestrito” tanto ao presidenciável quanto a Douglas Ruas.

O Fuxico Gospel já acompanha a atuação política de Malafaia nas eleições de 2026, incluindo seu apoio oficial a Flávio Bolsonaro.

Investigação mira negócios e contratos

Paralelamente à disputa eleitoral, Ruas é investigado pela Procuradoria-Geral de Justiça do Rio por suspeitas que incluem peculato, lavagem de dinheiro, crimes licitatórios e participação em organização criminosa.

A apuração envolve movimentações de empresas ligadas ao deputado e contratos da Secretaria estadual de Cidades, pasta comandada por ele entre 2023 e 2024. Uma auditoria também apontou questionamentos sobre aditivos contratuais no período.

Douglas Ruas nega irregularidades. Sua assessoria já afirmou que empresas ligadas ao político não mantêm contratos com órgãos públicos e que suas atividades empresariais estão dentro da legalidade.

A existência da investigação não significa culpa ou condenação. O procedimento busca apurar se houve irregularidades e ainda pode ser arquivado ou avançar para outras etapas.

Correções: Encontrou um erro? Fale com a redação: contato@ofuxicogospel.com.br.

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