BRASIL — O pastor Silas Malafaia reconheceu publicamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e adotou uma postura diferente da apresentada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato que apoiou no segundo turno.
Em vídeo publicado após a confirmação do resultado, Malafaia afirmou que não faria acusações sem provas e disse respeitar a escolha da maioria dos eleitores. O TSE registrou 51,79% dos votos válidos para Lula e 48,21% para Flávio.
“Lula venceu as eleições. […] Eu aprendi a respeitar a vontade soberana de um povo”, declarou.
Malafaia rejeita conjecturas sem provas
O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo manteve críticas ao governo e afirmou esperar dificuldades econômicas e sociais nos próximos quatro anos. Apesar disso, recusou-se a colocar a legitimidade do resultado sob suspeita.
“Eu não vou ficar com conversa, com papo e com conjecturas, com coisas que eu não posso provar. Lamento profundamente, mas essa é a decisão do povo brasileiro”, afirmou.
A manifestação não representa apoio a Lula. Malafaia encerrou o vídeo pedindo que Deus tenha misericórdia do Brasil e livre o país do que chamou de “caos econômico e social”.
Postura contrasta com reação de Flávio
A declaração contrasta diretamente com a reação de Flávio Bolsonaro. Após a derrota, o senador afirmou ser “impossível reconhecer o resultado” e anunciou que pedirá a anulação da eleição, questionando a decisão judicial que prorrogou a votação.
Até aquele momento, não havia apresentado prova de fraude na contagem dos votos.
Durante a campanha, Malafaia declarou apoio a Flávio, mobilizou eleitores contra Lula e criticou a carta do petista aos evangélicos. O reconhecimento da derrota estabelece uma diferença pública entre o pastor e o candidato que ajudou a promover.
A posição também afasta Malafaia de aliados bolsonaristas que fizeram acusações de fraude sem apresentar evidências. O pastor continuou como opositor de Lula, mas separou sua rejeição política do reconhecimento do resultado certificado pela Justiça Eleitoral.
No mesmo ciclo, o Fuxico Gospel registrou o apoio de Mário de Oliveira a Flávio e a adesão de Otoni de Paula a Lula, evidenciando divisões entre lideranças evangélicas.
Correções: Encontrou um erro? Fale com a redação: contato@fuxicogospel.com.br.