BRASÍLIA (DF) — O pastor Romildo Ribeiro Soares, mais conhecido como R.R. Soares, fundador e líder da Igreja Internacional da Graça de Deus, formalizou um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando autorização para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que atualmente cumpre pena em regime de prisão domiciliar. O requerimento foi protocolado pela defesa do religioso nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026.
De acordo com os argumentos apresentados pelos advogados no documento enviado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, a iniciativa fundamenta-se tanto no vínculo de longa data cultivado entre o líder eclesiástico e o ex-chefe de Estado quanto nas prerrogativas legais asseguradas pelo sistema penitenciário brasileiro.
“A assistência religiosa e a visita de pessoa amiga estão previstas na LEP [Lei de Execuções Penais], como direitos assegurados à pessoa que se encontra em regime de cumprimento de pena. O requerente se enquadra nesse perfil porque é líder religioso e possui relação de amizade antiga com o executando”, destacou a defesa na petição oficial.
O Regime de prisão domiciliar e o controle de visitas no STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar sob condições humanitárias concedidas por determinação do ministro Alexandre de Moraes, após ter sido diagnosticado com broncopneumonia aspirativa no primeiro semestre de 2026.
Entre as rigorosas medidas cautelares impostas pelo tribunal estão o uso contínuo de tornozeleira eletrônica, a proibição total de acessar redes sociais ou utilizar aparelhos celulares — seja de forma direta ou por interposta pessoa — e um controle estrito sobre o fluxo de visitantes autorizados a ingressar em sua residência.
O pedido protocolado por R.R. Soares agora aguarda a análise e o parecer formal do relator no STF para que seja definido se o líder evangélico poderá ingressar no rol de visitantes autorizados a prestar assistência espiritual ao ex-presidente.
A redação do portal acompanha os desdobramentos jurídicos dessa movimentação nos bastidores da mais alta Corte do país.
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