RIO DE JANEIRO (RJ) — Em um dia de intensos desdobramentos políticos e jurídicos no cenário pós-eleitoral, o pastor Silas Malafaia surpreendeu apoiadores e aliados nesta terça-feira (27).
Através de um vídeo compartilhado em grupos de WhatsApp, o líder religioso comemorou a devolução de seu passaporte e de cadernos teológicos que haviam sido apreendidos por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Apreensão em 2025, Decisão de Fachin e o Agradecimento Inédito
A retenção dos documentos de Malafaia remontava a 20 de agosto de 2025, quando o pastor foi abordado no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, ao desembarcar de um voo vindo de Lisboa, em cumprimento a uma ordem expedida pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito de inquéritos que apuram atos antidemocráticos e manifestações na Avenida Paulista.
Mais de um ano após a medida cautelar, a liberação foi concedida em decisão proferida pelo ministro Edson Fachin, com parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Na gravação, Malafaia — conhecido pelo tom incisivo e histórico de embates com a Corte — expressou gratidão às autoridades judiciais.
“Meu passaporte, cadernos teológicos foram derrubados e devolvidos. Uma decisão do ministro Fachin, respaldado pelo procurador-geral Paulo Gonet. Eu aprendi uma coisa, eu aprendi a ser grato. Todo mundo aqui sabe que eu sou duro com críticas. Eu não sou brincadeira não. O que eu já critiquei o Fachin e o Paulo Gonet não é brincadeira”, declarou o religioso no registro.
O contraste com a situação de Flávio Bolsonaro
A notícia sobre a restituição dos documentos do pastor coincide com o anúncio de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o país rumo aos Estados Unidos.
A viagem do parlamentar ocorreu logo após o ministro Alexandre de Moraes determinar a entrega de seus passaportes à Polícia Federal dentro do prazo de 24 horas, no rastro da apuração do pleito do último domingo (25), no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com uma vantagem de cerca de 4 milhões de votos.
Correções: Encontrou um erro? Fale com a redação: contato@fuxicogospel.com.br.