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Pastor Márcio Poncio é alvo de busca da PF por suspeita de lavagem de dinheiro

Açã investiga organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro, ocultação de bens de e uso de empresas e entidades religiosas

Por Caio Rangel • Publicado em 29/10/2026 às 10h12
Pastor Márcio Poncio segura um microfone e faz um gesto com a mão durante uma pregação ou palestra, usando camisa social branca.
Pastor Márcio Poncio participa de uma apresentação pública, segurando um microfone e gesticulando enquanto fala.

RIO DE JANEIRO (RJ) — O pastor e empresário Márcio Poncio é um dos principais alvos da nona fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira(29).

A ação cumpre ordens judiciais expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Rio de Janeiro para desarticulação de uma suposta organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e dissimulação de bens.

Salas Comerciais, sobrinho de bicheiro e estrutura de luxo

Além do líder religioso, a operação mira Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho do empresário e bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho.

Ao todo, os agentes federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão em endereços situados na Zona Sudoeste da capital fluminense, incluindo salas comerciais ligadas a Márcio Poncio, apontadas pelas investigações como estruturas operacionais e administrativas do grupo.

Segundo a PF, os novos mandados decorrem da análise de dados extraídos do telefone celular de um dos investigados em fases anteriores.

Os elementos revelaram a existência de uma complexa rede de bens de alto padrão — incluindo aeronaves executivas, veículos de luxo, imóveis e empresas registradas em nome de ‘laranjas’ ou colaboradores —, mantida para ocultar a real propriedade dos recursos.

Uso de entidades religiosas e movimentações em espécie

Entre os indícios levantados pela corporação estão o uso recorrente de recursos em espécie, transações sem rastreabilidade e a utilização de empresas sediadas em paraísos fiscais.

O relatório policial destaca ainda a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvincular a titularidade formal de bens de elevado valor econômico.

“As investigações apontaram indícios da existência de uma rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares […] além da possível utilização de entidades religiosas e de holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade”, pontuou a PF em nota oficial.

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