Cantora

Quem é a cantora gospel famosa que se veste como bruxa em seus clipes?

Alguns internautas estranharam o visual da cantora, e criticaram a sua aparência

Por Caio Rangel • Publicado em 02/11/2019 às 12h08 • Atualizado em 26/12/2025 às 11h12
Imagem ilustrativa (Reprodução)
Imagem ilustrativa (Reprodução)

GOIÂNIA (GO) — A cantora Julliany Souza, que vive um dos momentos mais expressivos de sua trajetória ministerial, tornou-se centro de um debate sobre estética e comportamento no meio gospel.

A discussão ganhou força após o lançamento de vídeos do grupo Casa Worship, onde o visual da artista — marcado por elementos da cultura gótica — gerou reações diversas entre os internautas.

Na época, a canção “A Casa é Sua”, interpretada por Julliany, era apontada como a melhor composição de louvor de 2019, alcançando números recordes nas plataformas digitais. No entanto, o contraste entre a mensagem de adoração e a escolha estética da cantora, que frequentemente utilizava chapéus pretos, roupas escuras e maquiagem carregada, dividiu opiniões sobre os limites da liberdade artística no altar.

O visual adotado por Julliany Souza em clipes publicados no canal oficial do Casa Worship foi classificado por alguns críticos como “alternativo demais” para os padrões denominacionais tradicionais.

As críticas focavam na semelhança da indumentária com estéticas externas ao ambiente eclesiástico, enquanto defensores da artista argumentavam que a aparência não invalidava a profundidade espiritual da adoração cristã.

O ministério Casa Worship, braço de louvor da Igreja CASA em Goiânia (GO), sempre se posicionou como uma comunidade de vanguarda. Sob a liderança da Igreja CASA, o grupo buscou atrair o público jovem através de uma linguagem contemporânea, tanto na sonoridade quanto na identidade visual de seus integrantes, desafiando tabus estéticos que persistiam no cenário evangélico brasileiro.

Evolução Ministerial

Apesar dos questionamentos sobre sua aparência na fase inicial de sucesso, Julliany Souza consolidou sua relevância através de sua entrega vocal e composições que tocam na essência do evangelho. A estética “dark” ou gótica, que causou estranheza em parte do público, acabou por se tornar uma marca de sua autenticidade em um mercado muitas vezes padronizado.

Anos após o início dessa polêmica, a cantora gospel provou que sua permanência no Top 50 Brasil e suas indicações a prêmios internacionais são fruto de um trabalho consistente.

O debate sobre seu visual serviu para abrir discussões mais amplas sobre como a nova geração da música cristã lida com a imagem pública e a influência das subculturas urbanas no ambiente de culto.

Fontes: Registros audiovisuais do Casa Worship, monitoramento de redes sociais, comunicados da Igreja CASA e arquivo do O Fuxico Gospel.

 



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