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Saiba quais medidas cautelares foram aplicadas a Silas Malafaia pelo STF

Documento cita fortes evidências de que o pastor atuava em articulação para obstruir processo de Bolsonaro, com ataques organizados ao STF.

Por Izael Nascimento • Publicado em 20/08/2025 às 19h43
Pastor SIlas Malafaia e Bolsonaro - @Reprodução
Pastor SIlas Malafaia e Bolsonaro - @Reprodução

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou buscas e apreensão contra o pastor Silas Malafaia traz detalhes sobre as acusações que pesam contra ele no inquérito ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento, obtido pela imprensa, afirma que há fortes evidências de que o líder religioso atuava na organização de uma campanha criminosa com o objetivo de obstruir a Justiça e atacar ministros da Corte.

Segundo o despacho, “os elementos de prova indicam que as condutas de Silas Lima Malafaia influenciam diretamente o investigado Jair Messias Bolsonaro, resultando em ações concretas, inclusive com postagem de conteúdos nas redes sociais previamente acordadas por Silas Lima Malafaia”.

Campanha criminosa e ataques ao STF

O texto descreve que Malafaia teria se engajado na construção de uma “campanha criminosa orquestrada”, destinada à criação, produção e divulgação de ataques direcionados a ministros do Supremo.

Ainda de acordo com a decisão, essa atuação se insere no contexto das chamadas “milícias digitais”, investigadas em inquéritos anteriores por disseminar conteúdos de intimidação e desinformação contra o Judiciário. O documento destaca que a conduta de Malafaia é “absolutamente assemelhada àquelas investigadas no Inq. 4.874/DF”.

Medidas cautelares

Entre as medidas impostas, o ministro Alexandre de Moraes determinou:

  • Proibição de deixar o país;
  • Cancelamento de todos os passaportes nacionais e estrangeiros;
  • Entrega imediata dos documentos em até 24 horas;
  • Adoção de providências pela Polícia Federal para impedir novo passaporte;
  • Anotações junto ao Ministério das Relações Exteriores para garantir o bloqueio migratório, inclusive em fronteiras terrestres;
  • Proibição de comunicação com outros investigados da ação penal nº 2668.

O despacho enfatiza que a decisão busca resguardar a ordem pública e o andamento do processo que tem Jair Bolsonaro como réu por tentativa de golpe de Estado.

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