SÃO PAULO (SP) — O cantor gospel e candidato a deputado federal Davi Sacer (PP-SP) utilizou suas redes sociais para publicar um duro desabafo direcionado ao comportamento da classe artística brasileira em relação aos recentes incêndios que atingem a região da Amazônia.
Com moradores de Manaus enfrentando sérias dificuldades respiratórias devido à densa fumaça gerada pelos focos de fogo no estado, o artista questionou a aparente omissão de celebridades que anteriormente mobilizavam campanhas intensas sobre o tema.
O Duplo padrão e a comparação com governos anteriores
Em sua postagem, Davi Sacer destacou o contraste evidente no tratamento dado a crises ambientais de acordo com a figura que ocupa a Presidência da República.
O cantor relembrou o período em que Jair Bolsonaro comandava o país, momento em que o ecossistema artístico produziu manifestações massivas, clipes musicais, hashtags e shows em defesa da floresta.
“Há poucos anos, a Amazônia queimava e a classe artística inteira falava. Campanha, hashtag, vídeo, show. Hoje a fumaça chega em Manaus, os focos no Amazonas disparam, e o silêncio é geral. A floresta é a mesma. O fogo é o mesmo. Só mudou quem está no poder”, pontuou o artista em seu perfil oficial.
Crítica à seletividade de opiniões e pedido de coerência
O intérprete e candidato criticou o duplo critério aplicado à liberdade de expressão de figuras públicas, apontando que determinados artistas são aclamados quando adotam posturas alinhadas a correntes específicas, enquanto outros são criticados ou convidados a se abster de debates públicos.
“Curioso como a regra de quem pode ou não ter opinião também muda junto. Tem artista que é aplaudido por se posicionar e artista que é mandado ficar só cantando. A diferença raramente é o assunto”, declarou.
Encerrando sua reflexão, Sacer reforçou a importância da integridade ideológica e convocou os seguidores a questionarem o ativismo seletivo: “Eu respeito quem pensa diferente de mim. Só acredito que convicção não troca de lado quando troca o governo. Compartilha com quem ainda acha que isso é sobre a floresta. E pergunta onde estão as hashtags agora”.
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