RIO DE JANEIRO (RJ) — O cantor e pastor Kleber Lucas acumulou uma derrota no cenário político nacional após a apuração do primeiro turno das Eleições 2026, neste domingo 4 de outubro.
O artista e teólogo, conhecido por seu alinhamento progressista e militância declarada junto ao Partido dos Trabalhadores (PT), não conseguiu alcançar a suplência ao Senado Federal na chapa encabeçada pela deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ).
Disputa acirrada ao Senado e o cenário eleitoral carioca
Kleber Lucas buscava consolidar sua projeção política como parte da suplência na chapa da veterana parlamentar, figura histórica e pioneira na representatividade negra e feminina na política brasileira.
No entanto, a empreitada esbarrou na força da onda conservadora que mobilizou o eleitorado fluminense durante o pleito deste ano.
Ao final da contagem dos votos, Benedita da Silva conquistou a terceira colocação na corrida pela vaga ao Senado, registrando expressivos 3.220.682 votos, mas ficando atrás dos candidatos Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos filiados ao Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, que asseguraram as cadeiras em disputa.
Trajetória acadêmica, eclesiástica e próximos passos
Apesar do revés na incursão partidária, Kleber Lucas mantém sua atuação multifacetada nos campos artístico, teológico e acadêmico.
Reconhecido nacionalmente por sua sólida discografia na música gospel contemporânea, o cantor também possui ampla formação intelectual, sendo Mestre e Doutor em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Além de sua inserção universitária e musical, ele atua como fundador e pastor sênior da Soul Igreja Batista, congregação situada na capital fluminense, onde desenvolve seu ministério pastoral de forma regular.
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