SÃO PAULO (SP) — A cantora gospel Esther Duran, filha do pastor e intérprete de origem francesa Chris Durán, compartilhou detalhes marcantes sobre sua formação ministerial e convicções pessoais em entrevista ao programa +Forte Podcast, apresentado por Karina Bacchi.
A jovem, cujo pai renunciou a uma promissora carreira internacional no cenário pop secular nos anos 2000 após sua conversão ao cristianismo, revelou que não consome nem interpreta canções fora do contexto estritamente sacro.
Fundamentação bíblica e o conceito de unção
No transcorrer do episódio, Esther enfatizou que a responsabilidade como condutora do louvor congregacional exige postura de consagração e foco contínuo.
“Eu não ouço músicas mundanas, eu não ouço músicas seculares […] Eu sempre entendi que da mesma fonte não pode jorrar água doce e água salgada. E nossas palavras têm poder”, afirmou a artista, baseando sua tese no livro de Tiago e na epistolário paulino sobre fazer tudo para a glória de Deus.
A cantora diferenciou a manutenção do talento natural da preservação do revestimento espiritual sobre a voz. “O dom é irrevogável. Se eu decido cantar uma música mundana agora, não é como se o Senhor fosse tirar a minha voz, mas a unção sim, pode ser tirada. E eu entendo que serei cobrada por isso no dia do Senhor”, ressaltou, aludindo à Parábola dos Talentos ao desejar ser acolhida como “serva boa e fiel”.
Tradição familiar e impacto no meio gospel
A manifestação de Esther Duran repercute entre jovens ministros de louvor e lideranças eclesiásticas. A decisão de afastar-se da indústria do entretenimento secular reforça o legado da família Durán e reacende discussões sobre o papel da arte no meio evangélico, contraponto à crescente assimilação de influências do mercado mainstream por parte de outros artistas do segmento.
Correções: Encontrou um erro? Fale com a redação do Fuxico Gospel.