RIO DE JANEIRO (RJ) — A cantora Fernanda Brum abriu o jogo sobre os bastidores e os desafios de ser uma artista do segmento cristão em uma entrevista franca ao programa Sem Censura, da TV Brasil, exibido nesta quinta-feira (28).
Em conversa com a apresentadora Cissa Guimarães, a cantora defendeu a relevância do gênero e denunciou o preconceito que artistas do meio ainda enfrentam em eventos e espaços artísticos.
Bastidores de sabotagem
Com décadas de estrada, Fernanda Brum revelou que o sucesso do gospel não esconde a resistência que o gênero encontra em alguns ambientes.
Segundo a cantora, ela já foi alvo de ações deliberadas para prejudicar suas apresentações, relatando problemas técnicos, como o “mafiar” (sabotagem proposital) do som e microfonias induzidas durante suas ministrações.
“Eu já passei por muitas coisas de mafiarem o som da gente, microfonias loucas… é o preconceito que existe com a gente mesmo”, desabafou a artista. Para ela, essas situações são reflexos diretos de uma intolerância com a identidade cristã de sua música.
A vitória do gênero
Apesar dos obstáculos, a cantora reafirmou que o segmento superou o isolamento e se consolidou como uma das forças mais importantes do país.
Ao ser questionada sobre as críticas de que o estilo musical seria muito intenso ou “gritado”, ela defendeu o propósito do chamado ministerial.
“A música gospel é para todo mundo. A gente faz música para as pessoas se sentirem Deus em casa, no carro ou num momento de alegria com a família”, explicou. Para Brum, o fato de o gênero ter alcançado o topo das paradas musicais é a prova de que a “música gospel venceu”. Segundo a artista, mesmo quando há resistência, os profissionais do meio aprenderam a não se abater: “As pessoas que não gostam preferem nem falar, deixam para lá. E a gente também não liga, porque tem que continuar”, completou.
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