Cantora

Sarah Farias critica uso excessivo de smartphones por líderes religiosos

Cantora destacou que a distração digital e a busca por interesses pessoais acima do propósito divino afetam diretamente a edificação espiritual dos fiéis

Por Caio Rangel • Publicado em 28/09/2026 às 08h12
Sarah Farias durante apresentação ao vivo
Sarah Farias durante apresentação ao vivo

A cantora e compositora gospel Sarah Farias voltou a gerar grande repercussão nas redes sociais após interagir com seus seguidores por meio de uma ferramenta de perguntas e respostas em seu perfil oficial no Instagram.

Questionada sobre qual seria a maior dificuldade enfrentada pelo meio cristão e pelas igrejas na atualidade, a artista apontou duras críticas ao comportamento de líderes e membros, destacando fatores que, segundo sua avaliação, prejudicam o avanço espiritual coletivo.

O Vício digital, lideranças distantes e a divisão eclesiástica

Sem rodeios, Sarah Farias colocou a dependência tecnológica no topo dos obstáculos contemporâneos. “O vício no celular […] é hoje o principal problema do meio cristão, tá? Incluindo dos líderes que não deveriam ser viciados em celular, porque estes são os padeiros que fazem o pão pras pessoas comerem e se alimentarem. Uma pessoa viciada em celular não tem tempo pra fazer pão pra ninguém”, declarou a cantora, enfatizando que a distração digital compromete a entrega pastoral e o cuidado com os fiéis.

Além do uso excessivo de dispositivos eletrônicos, a intérprete apontou problemas históricos e comportamentais que persistem nas congregações. Entre eles, destacou a divisão institucional e o “excesso de vaidade” de pessoas que colocam interesses próprios acima dos propósitos divinos.

A artista também cunhou o termo “idolatria ao próprio ministério” para descrever situações em que o foco individualista sobrepõe-se à essência coletiva da fé cristã.

Repercussão e debates no cenário evangélico

As declarações da cantora dividiram opiniões nas plataformas digitais. Enquanto muitos internautas aplaudiram a franqueza da artista ao pontuar a necessidade de maior sobriedade espiritual e foco ministerial frente ao avanço das redes sociais, outros debateram os limites entre o uso profissional das ferramentas digitais e o distanciamento da rotina eclesial tradicional.

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