Crime

Pai e filho evangélicos são mortos a tiros por vizinho no Paraná; família alega intolerância religiosa

Claudecir Costa Lima, 52, e Felipe Willyan Cardoso, 17, foram assassinados após o vizinho ter ido à casa deles com um caminhão e uma espingarda

Por Caio Rangel • Publicado em 11/12/2025 às 11h56
Montagem com foto de homem e adolescente sorrindo ao lado de árvore, acompanhada de laço de luto, e imagem de câmera de segurança mostrando caminhão manobrando em estrada de terra.
Montagem reúne foto utilizada em homenagem de luto e registro de câmera de segurança que mostra local do incidente. (Foto: Reprodução)

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS (PR) —O agricultor Claudecir Costa Lima, de 52 anos, e seu filho, Felipe Willyan Cardoso, de 17, foram assassinados a tiros por um vizinho na zona rural de São José dos Pinhais, no Paraná, no último sábado (6). Ambos chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos.

O crime, que teria sido motivado por desentendimentos anteriores, levanta a suspeita de intolerância religiosa. A família das vítimas afirma que o vizinho não gostava deles “porque nós éramos crentes”.

Dinâmica do crime
Segundo a Polícia Civil, o vizinho, Paulo Cesar da Silva, passou o dia praticando tiro ao alvo. À noite, ele dirigiu um caminhão até a casa da família e chamou as vítimas na porta.

Quando Claudecir saiu para atender, Paulo disparou contra ele com uma espingarda, posicionada na parte traseira do veículo. Em seguida, o filho, Felipe, foi baleado ao se aproximar da janela para ver o que havia ocorrido, caindo dentro da sala.

A esposa de Claudecir e mãe de Felipe, Rosimari Costa Lima, presenciou a morte do filho.

“Quando eu agarrei ele, eu vi que ele não tinha força […] A camiseta dele estava cheia de sangue. Eu falava: ‘Filho, pelo amor de Deus, não deixa a mãe’. Fiquei com ele até o final, mas ele foi rápido”, relatou Rosimari à Ric RECORD.

Após o ataque, Paulo Cesar fugiu no caminhão. O crime foi registrado por câmeras de segurança.

Suspeita de intolerância religiosa
Rosimari Costa Lima relatou que, ao sair para socorrer o marido, confrontou a esposa do atirador, que estava no portão.

“Eu vi a esposa do Paulo no portão e perguntei ‘Por quê?’. Ela respondeu que ele não gostava da gente porque nós éramos crentes”, afirmou Rosimari.

O delegado da Polícia Civil do Paraná (PCPR), Fábio Machado, confirmou que, segundo relatos, o criminoso não gostava da família “porque eles eram evangélicos”. Ele alertou que, se as vítimas sobreviventes não tivessem se escondido, o atirador mataria todos, “inclusive crianças”.

A família, que se mudou para a chácara há cerca de dois anos e meio, já tinha histórico de desentendimentos com o vizinho. Rosimari contou que, na primeira semana no local, Paulo já havia matado o cachorro da família a tiros.

Criminoso se entrega e é liberado
Na terça-feira (9), Paulo Cesar da Silva se entregou na Delegacia de São José dos Pinhais, acompanhado de um advogado, e confessou os assassinatos.

Em depoimento, ele alegou ter desavenças antigas com a família, dizendo que se sentia provocado por Claudecir. Ele também afirmou ter medo da vítima, descrevendo-o como agressivo e ligado a pessoas violentas.

O delegado Fábio Machado, contudo, refutou a versão: “A vítima não tinha antecedentes criminais e não há qualquer informação de que fosse uma pessoa violenta. Muito pelo contrário, as notícias são de que Claudecir era um homem pacífico, religioso, agricultor”.

Apesar da confissão, o criminoso foi liberado pela polícia e o caso continua sendo investigado.

Erros ou Direito de Resposta? contato@ofuxicogospel.com.br

 



Logo Fuxico Gospel

DIGITE SUA BUSCA

Este site utiliza cookies essenciais para garantir o funcionamento adequado. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.