BELO HORIZONTE (MG) — Os bastidores da transição do grupo El Shamah para o Diante do Trono, um dos maiores fenômenos da música gospel brasileira na Igreja Batista da Lagoinha, foram expostos de forma crua e honesta pela pastora Helena Tannure.
Em participação a um podcast, a pregadora relembrou que, antes de se tornar uma das principais escudeiras e amigas de Ana Paula Valadão, nutriu um sentimento de inveja “ácida” e profunda em relação à líder do ministério.
Tannure relembrou que o sentimento negativo era camuflado por um falso senso de justiça própria. Ela admitia ressentimento pelo fato de Ana Paula ser a solista principal, atribuindo o espaço ao privilégio de ser filha do pastor Márcio Valadão.
“Eu achava que ela tinha as oportunidades por ser filha do pastor e a gente ainda queria enfeitar o negócio. Dizíamos que não era inveja, era justiça”, confessou Helena, destacando que a cobiça se estendia à voz, ao cabelo e à posição da companheira de grupo.
O ponto de virada na saúde espiritual e física de Helena ocorreu quando recebeu a oportunidade de fazer um solo no culto principal da Lagoinha. Enxergando o momento como a chance de “matar a pau” e ser reconhecida, a então cantora e atriz preparou a interpretação.
Contudo, no domingo da ministração, acordou completamente afônica sem qualquer justificativa médica, sendo obrigada a dublar o cântico. Segundo Tannure, o episódio deixou sequelas em suas cordas vocais até hoje e serviu como um freio divino à sua vaidade.
O Perdão que Gerou o Diante do Trono
A libertação do conflito interno aconteceu após o retorno de Ana Paula Valadão de uma viagem ao exterior, momento em que Helena decidiu confessar o pecado diretamente à líder.
“Pedi perdão porque queria ficar livre daquela situação. A Ana se assustou, mas me amou”, relatou. Surpreendendo as expectativas, tempos após a dolorosa confissão, Ana Paula convidou a “ex-invejosa” para integrar o recém-criado Diante do Trono como backing vocal.
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