Aos 15 anos, Lauren Daigle imaginava que a adolescência continuaria com escola, amigos e planos comuns. Então uma doença a deixou fraca a ponto de tornar difícil até mudar o canal da televisão.
O diagnóstico de citomegalovírus levou a jovem a permanecer em casa por quase dois anos. O afastamento interrompeu a rotina, mas abriu um espaço inesperado para a música.
Uma doença que suspendeu a adolescência
Em um relato escrito em primeira pessoa para a revista Guideposts, Lauren descreveu o cansaço intenso, a sucessão de médicos e a incerteza sobre quando voltaria a ter uma vida normal.
Ela precisou deixar a escola e reduziu o contato com outras pessoas para proteger a saúde. A recuperação foi mais lenta do que a família esperava.
A mãe, que era professora, incentivou aulas de voz como uma forma de preservar o ânimo da filha. Cantar deixou de ser apenas um hábito da casa e começou a ganhar outro significado.
Sonhos com palcos durante o isolamento
Em entrevista ao Jesus Freak Hideout, Lauren afirmou que, naquele período, teve sonhos recorrentes com palcos, ônibus de turnê e públicos.
Ela interpretou as imagens como uma indicação espiritual de que a música faria parte de seu futuro. Ainda assim, o caminho não foi imediato.
Depois de recuperar a saúde, concluiu os estudos, participou de uma viagem missionária ao Brasil e tentou uma vaga no American Idol. Foi eliminada antes da fase decisiva, mas continuou cantando.
Da casa silenciosa ao reconhecimento
O primeiro álbum completo, How Can It Be, foi lançado em 2015 e chegou ao topo da parada de música cristã nos Estados Unidos. Anos mais tarde, You Say ampliou o alcance da cantora para além do público gospel.
Quando Lauren fala sobre o período da doença, não afirma que sofrer foi necessário para ter sucesso. O que ela destaca é a maneira como encontrou uma direção dentro de uma circunstância que não escolheu.
Esse cuidado também é importante ao contar a história de Brenda, filha de Regis Danese, que passou três anos em tratamento contra a leucemia. Fé e esperança aparecem ao lado — e não no lugar — do acompanhamento médico.
Quase dois anos dentro de casa pareciam apenas tempo perdido para uma adolescente doente. Mais tarde, Lauren passaria a enxergar naquele intervalo o começo de uma voz que ainda não sabia onde chegaria.