Justiça

Dona da Expo Cristã notifica vereador e Prefeitura de Betim por plágio de marca e logotipo

O Fuxico Gospel obteve acesso exclusivo ao documento em que a empresa exige a imediata retirada de publicações, ameaça acionar o MP e aponta o suposto uso de inteligência artificial para clonar o logotipo.

Por Izael Nascimento • Publicado em 21/05/2026 às 13h38
Logo da Expo Cristã Betim 2026 ao lado do vereador Rony Martins durante sessão legislativa
Logo da Expo Cristã Betim 2026 e o vereador Rony Martins em montagem sobre projeto relacionado ao evento (Foto: Reprodução)

O escândalo envolvendo a apropriação indevida do nome “Expo Cristã” no município de Betim, em Minas Gerais, escalou para a esfera jurídica.

A Nova Era Participações e Gestão de Eventos Culturais Ltda, atual detentora legal da marca, emitiu uma notificação extrajudicial com caráter de ultimato endereçada à prefeitura da cidade, ao vereador Rony Martins (autor do projeto) e a deputados da região.

O Fuxico Gospel teve acesso exclusivo ao documento expedido no dia 19 de maio de 2026.

A crise teve início após a sanção da Lei Municipal nº 7.932/2025, originária de um Projeto de Lei do vereador Rony Martins, que instituiu a “Semana Cultural Cristã, denominada Expo Cristã” no calendário oficial do município.

A iniciativa copiou integralmente o nome do maior evento gospel da América Latina, protegido há 26 anos por registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

A Notificante afirma ter identificado indícios de que a suposta clonagem do logotipo e da identidade visual da Expo Cristã não foi obra de um particular isolado, mas sim da própria estrutura pública.

A notificação aponta diretamente para a Secretaria Municipal de Cultura (SECULT) de Betim, levantando a suspeita de que uma ferramenta de inteligência artificial (IA) tenha sido utilizada para gerar uma arte “substancialmente semelhante, derivado ou confundível” com o material original da marca nacional.

A empresa exige a entrega do histórico de prompts e dos arquivos editáveis para investigação.

Prazos e ameaças de ações legais

A Nova Era estipulou prazos que variam de 24 a 48 horas para que a Prefeitura de Betim e a Câmara de Vereadores cumpram uma série de determinações rigorosas.

Entre elas, a cessação imediata de todo e qualquer uso da marca nas redes sociais e materiais físicos, e a obrigação de informar os passos para a revogação da Lei Municipal que institucionalizou o plágio.

Caso as exigências não sejam cumpridas, o documento lista sanções pesadas. A dona da Expo Cristã ameaça entrar com ação judicial cobrando multas diárias e indenização por desvio de clientela.

O ultimato também promete acionar o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Tribunal de Contas (TCE) para investigar possível uso de dinheiro público na promoção da marca pirateada.

O documento sugere ainda a abertura de processos por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Rony Martins e deputados que tenham envolvimento com o evento copiado, citando especificamente o deputado federal Leonardo Monteiro. Até o momento, os notificados não se pronunciaram oficialmente.

Correções: Encontrou um erro? Fale com a redação: contato@ofuxicogospel.com.br.



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