Justiça

ADVEC diz que valor de ação foi ajustado para R$ 492 mil após reportagem

A Justiça apontou possíveis problemas processuais nas tentativas de citação dos fiadores, o pastor Silas Malafaia e Elizete Santos Malafaia já que parte das notificações teria sido recebida por terceiros

Por Micael Batista • Publicado em 21/05/2026 às 10h23 • Atualizado em 23/05/2026 às 09h59
Pastor Silas Malafaia (Reprodução)

A Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) aparece em um processo de execução relacionado à locação de imóvel que tramita na Justiça do Paraná e que atualmente envolve uma disputa entre credores habilitados nos autos.

O processo tramita na 2ª Vara Cível de Curitiba e foi movido pelo Centro Comercial Metrópole Ltda., com valor atribuído de R$ 1.491.123,38.

Na ação, a ADVEC figura como devedora principal, enquanto o pastor Silas Malafaia e Elizete Santos Malafaia aparecem como fiadores do contrato.

A decisão mais recente da Justiça determinou a instauração de um “concurso singular de credores”, mecanismo utilizado para organizar a ordem de preferência entre terceiros interessados em valores vinculados ao processo.

Segundo a magistrada, há diversos pedidos de penhora no rosto dos autos e habilitações de crédito apresentados por empresas, advogados e outros interessados.

Documentos obtidos pelo Fuxico Gospel revelam que a ADVEC foi validamente citada no processo e que atos de execução e expropriação chegaram a ser iniciados em relação à igreja.

Por outro lado, a Justiça apontou possíveis problemas processuais nas tentativas de citação dos fiadores, o pastor Silas Malafaia e Elizete Santos Malafaia já que parte das notificações teria sido recebida por terceiros estranhos à ação ou sequer efetivamente entregue.

Diante disso, o juízo determinou que a parte autora informe se pretende continuar a execução em relação aos fiadores ou se há eventual prescrição da pretensão executiva contra eles.

Após a publicação da reportagem, a ADVEC enviou nota ao portal afirmando que os valores cobrados no processo já teriam sido depositados judicialmente em 2021 e que a atual disputa envolveria credores do próprio Centro Comercial Metrópole, e não uma nova cobrança contra a igreja.

Segundo a manifestação enviada pela defesa, o valor efetivamente discutido teria sido reduzido para R$ 492.475,77, havendo inclusive alegação de crédito em favor da ADVEC nos autos.

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