Música

Bruxo gaúcho lista 7 músicas que seriam “iscas” para o inferno

De Lady Gaga a Jay-Z, veja as revelações do bruxo Malagueta, líder e fundador da Igreja da Pombagira no Rio Grande do Sul

Por Caio Rangel • Publicado em 20/01/2026 às 11h00
Bruxo Malagueta exibindo artefato ritualístico com símbolos esotéricos sobre mesa, em ambiente interno com parede de tijolos aparentes.
Bruxo Malagueta posa com objeto de simbologia ritualística em registro que circula nas redes sociais. (Foto: Reprodução/Instagram)

PORTO ALEGRE (RS) — O líder religioso conhecido como Bruxo Malagueta, que se apresenta como dirigente da chamada “Igreja da Pombagira” no Rio Grande do Sul, voltou a provocar repercussão nas redes sociais ao divulgar uma lista de músicas que, segundo ele, atuariam como instrumentos de iniciação espiritual negativa. Para o ocultista, determinadas produções do pop internacional ultrapassam o entretenimento e operam como mecanismos ritualísticos disfarçados de arte.

Performances vistas como rituais

Em suas declarações, Malagueta afirma que apresentações de artistas como Lil Nas X e Sam Smith carregariam simbologias explícitas de culto. Ele cita, como exemplo, a performance da música Unholy no Grammy, classificando o momento como um ritual público transmitido globalmente.

O ocultista também menciona o clipe Montero, de Lil Nas X, descrevendo-o como uma “entronização filmada”. Segundo ele, esses conteúdos seriam planejados com base em práticas espirituais específicas, reconhecíveis apenas por quem, segundo suas palavras, “conhece os bastidores do mundo espiritual”.

Lista inclui nomes consagrados

Além dos artistas citados, Malagueta incluiu em sua lista figuras amplamente conhecidas do pop, como Katy Perry, Lady Gaga e Jay-Z. Sobre este último, o líder afirmou que a canção Lucifer funcionaria como um “pacto cantado”.

Em tom provocativo, ele alegou já ter participado de rituais semelhantes aos que, segundo ele, estariam por trás de grandes produções da indústria musical. Na sua narrativa, cada execução dessas músicas funcionaria como um ato de invocação espiritual, capaz de afetar o ouvinte de forma inconsciente.

Influência sobre jovens e crianças

O discurso de Malagueta aponta crianças e adolescentes como os principais alvos desse suposto mecanismo. Ele sustenta que a força estaria na melodia e na estética, capazes de seduzir emocionalmente enquanto, segundo ele, causariam danos espirituais. Em uma de suas falas mais controversas, afirmou que ao dar “play” nessas canções, o público estaria “abrindo portas” para influências espirituais negativas.

Pânico moral e choque cultural

A manifestação do Bruxo Malagueta em 2026 se insere em um fenômeno mais amplo de retorno do “pânico satânico” no ambiente digital. Diferentemente dos anos 1980, quando o debate se limitava a círculos religiosos, o tema hoje é amplificado por algoritmos e redes sociais, onde discursos extremos geram alto engajamento.

De um lado, artistas internacionais utilizam simbologias consideradas transgressoras como estratégia estética e comercial. Do outro, líderes religiosos e ocultistas reivindicam autoridade ao alegar domínio dos “bastidores espirituais” da indústria cultural. O resultado é um ambiente de forte polarização religiosa, que reacende alerta em comunidades cristãs sobre consumo de mídia, enquanto o mercado fonográfico global continua explorando o choque simbólico como ferramenta de visibilidade.

No centro desse embate, a música deixa de ser apenas expressão artística e passa a ocupar o papel de campo de batalha ideológico, espiritual e cultural — refletindo tensões profundas da sociedade contemporânea.

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