Música

Sarah Farias, Fernanda Brum e Midian Lima formam frente contra IA no gospel

Grandes nomes do gospel reagem ao avanço da inteligência artificial e afirmam que a adoração exige vivência, arrependimento e experiências reais com Deus

Por Caio Rangel • Publicado em 23/02/2026 às 11h23
Montagem com as cantoras gospel Sarah Farias, Fernanda Brum e Midian Lima em momentos distintos de ministração e louvor.
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SÃO PAULO (SP) — A cantora Sarah Farias adotou um discurso firme contra o uso da inteligência artificial na criação de músicas gospel.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a artista alagoana afirmou que a tecnologia não é capaz de gerar adoração autêntica, por não possuir vivência espiritual nem experiências humanas essenciais à fé cristã.

A declaração surge como reação direta ao crescimento de composições automatizadas no mercado fonográfico evangélico.

Sarah revelou que tem recebido com frequência canções produzidas por sistemas de IA e fez um pedido público para que esse tipo de material não lhe seja mais enviado.

Para a cantora, o cerne da música gospel está na história de quem adora. Segundo ela, algoritmos não conhecem processos como arrependimento, renúncia ou quebrantamento — fundamentos recorrentes da espiritualidade pentecostal. Em contrapartida, destacou que composições nascidas de experiências reais continuam sendo bem-vindas.

O posicionamento ganhou eco em Fernanda Brum, que também relatou ter recebido dezenas de músicas recentes, muitas delas geradas por inteligência artificial.

A artista criticou o que classificou como produções sem profundidade espiritual e afirmou que o mercado, em alguns casos, prioriza o potencial comercial em detrimento da direção divina. Brum relembrou que já optou por não lançar projetos considerados proféticos para não comprometer sua convicção ministerial, ressaltando que uma máquina não compreende o peso de um chamado espiritual.

A discussão também recebeu apoio da pastora e cantora Midian Lima, que reforçou a ideia de que a adoração está diretamente ligada à vivência do adorador. Para ela, a identidade de uma canção nasce da dor, da superação e da experiência com Deus — elementos que a tecnologia apenas reproduz de forma superficial.

A manifestação conjunta dessas lideranças evidencia uma resistência crescente dentro do segmento gospel, que busca preservar o elemento humano e espiritual em meio ao avanço acelerado da automação na indústria musical cristã.



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