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Estevam Hernandes defende Batista da Lagoinha após ataques do presidente Lula

Fundador da Igreja Renascer em Cristo utilizou suas plataformas digitais para repudiar os calificativos desferidos pelo petista

Por Caio Rangel • Publicado em 01/10/2026 às 10h18
Apóstolo Estevam Hernandes durante pregação
Apóstolo Estevam Hernandes durante uma pregação.

SÃO PAULO (SP) — O apóstolo Estevam Hernandes, líder e fundador da Igreja Renascer em Cristo, manifestou forte indignação nesta quarta-feira (30), em relação aos ataques verbais desferidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o pastor André Valadão e a Igreja Batista da Lagoinha.

Durante um pronunciamento público, o petista rotulou o líder religioso de “cara de 171”, “lavador de dinheiro” e “bandido contumaz”, gerando imediata e severa repercussão no meio evangélico nacional.

Defesa do corpo de Cristo e limites institucionais

Para Estevam Hernandes, as acusações e os adjetivos utilizados pelo chefe do Executivo ultrapassaram a linha do debate aceitável, configurando uma agressão direta não apenas a uma denominação específica, mas a toda a comunidade cristã do país.

Em postagem veiculada em seus perfis oficiais, o apóstolo escreveu: “Isso é um ataque à Igreja de Jesus, não apenas a uma instituição ou um pastor, mas a toda a Igreja brasileira”.

Complementando a crítica em um vídeo direcionado aos fiéis, Hernandes reforçou que, embora divergências políticas façam parte do cenário democrático, ofensas pessoais a ministros do Evangelho são inadmissíveis.

“Nós tivemos uma declaração horrível sobre a Igreja Lagoinha, sobre o pastor André Valadão e o presidente da República não poderia fazer isso. Ele pode até pensar qualquer coisa. E ele fez uma declaração totalmente infeliz. Ele não atingiu apenas a Igreja Lagoinha, mas o Corpo de Cristo, porque é um desrespeito a um homem de Deus. E tudo tem que ter limites”, pontuou.

Oração, preservação de valores e contexto eleitoral em 2026

O líder religioso encerrou sua mensagem convocando os cristãos a manterem a vigilância espiritual e a intercessão pelo país, reiterando que os ataques externos não conseguirão fragilizar a fé ou a missão eclesiástica.

“Por isso que a gente ora pra que Deus estabeleça a sua vontade. E nós realmente possamos ter os nossos valores preservados […] As portas do inferno não prevalecem contra a Igreja do Senhor Jesus Cristo”, declarou.

A repercussão das falas presidenciais e as respostas de líderes protestantes intensificam o clima de polarização na reta final da campanha eleitoral. As diretrizes de liberdade de expressão e imunidade parlamentar ou presidencial cumprem o arcabouço normativo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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