SÃO PAULO (SP) — O apóstolo Estevam Hernandes, líder e fundador da Igreja Renascer em Cristo, manifestou forte indignação nesta quarta-feira (30), em relação aos ataques verbais desferidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o pastor André Valadão e a Igreja Batista da Lagoinha.
Durante um pronunciamento público, o petista rotulou o líder religioso de “cara de 171”, “lavador de dinheiro” e “bandido contumaz”, gerando imediata e severa repercussão no meio evangélico nacional.
Defesa do corpo de Cristo e limites institucionais
Para Estevam Hernandes, as acusações e os adjetivos utilizados pelo chefe do Executivo ultrapassaram a linha do debate aceitável, configurando uma agressão direta não apenas a uma denominação específica, mas a toda a comunidade cristã do país.
Em postagem veiculada em seus perfis oficiais, o apóstolo escreveu: “Isso é um ataque à Igreja de Jesus, não apenas a uma instituição ou um pastor, mas a toda a Igreja brasileira”.
Complementando a crítica em um vídeo direcionado aos fiéis, Hernandes reforçou que, embora divergências políticas façam parte do cenário democrático, ofensas pessoais a ministros do Evangelho são inadmissíveis.
“Nós tivemos uma declaração horrível sobre a Igreja Lagoinha, sobre o pastor André Valadão e o presidente da República não poderia fazer isso. Ele pode até pensar qualquer coisa. E ele fez uma declaração totalmente infeliz. Ele não atingiu apenas a Igreja Lagoinha, mas o Corpo de Cristo, porque é um desrespeito a um homem de Deus. E tudo tem que ter limites”, pontuou.
Oração, preservação de valores e contexto eleitoral em 2026
O líder religioso encerrou sua mensagem convocando os cristãos a manterem a vigilância espiritual e a intercessão pelo país, reiterando que os ataques externos não conseguirão fragilizar a fé ou a missão eclesiástica.
“Por isso que a gente ora pra que Deus estabeleça a sua vontade. E nós realmente possamos ter os nossos valores preservados […] As portas do inferno não prevalecem contra a Igreja do Senhor Jesus Cristo”, declarou.
A repercussão das falas presidenciais e as respostas de líderes protestantes intensificam o clima de polarização na reta final da campanha eleitoral. As diretrizes de liberdade de expressão e imunidade parlamentar ou presidencial cumprem o arcabouço normativo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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