Pastor

Rodrigo Mocellin afirma que Ed René Kivitz busca introduzir “gayzismo” nas igrejas

Mocellin também prometeu revelar lista de pastores influentes que estariam "seguindo os passos" de Ed René Kivitz

Por Caio Rangel • Publicado em 05/06/2026 às 10h56
Rodrigo Mocellin e Ed René aparecem em montagem fotográfica utilizada em debate sobre temas teológicos e cristãos
Rodrigo Mocellin e Ed René em imagens utilizadas em discussão envolvendo posicionamentos no meio cristão. (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO (SP) — A entrevista concedida pelo pastor Ed René Kivitz à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) gerou uma reação imediata no campo conservador.

O pastor Rodrigo Mocellin, fundador da Igreja Resgatar, utilizou suas redes sociais para classificar o diálogo como uma tentativa de inserir o “gayzismo” dentro das igrejas, elevando o tom da disputa teológica e ideológica que divide o cenário protestante brasileiro.

Crítica à trajetória de Kivitz

Mocellin não poupou críticas ao colega de ministério, afirmando que Kivitz teria finalmente “escancarado seu armário” teológico.

O líder reformado recordou que, em anos anteriores, as críticas feitas por conservadores à postura dúbia de Kivitz eram desqualificadas por outros membros do clero, que tratavam as preocupações conservadoras como um “pegar no pé” excessivo.

Para Mocellin, a entrevista com a deputada trans — referida pelo pastor com pronomes masculinos, em clara oposição à identidade de gênero de Erika Hilton — é a prova cabal de que seus avisos passados eram fundamentados. “Ele [Kivitz] disse que ela [Erika] é imprescindível para esse novo tempo”, rebateu Mocellin, condenando a aproximação de Kivitz com pautas da esquerda identitária.

Promessa de dossiê

O ponto mais polêmico do desabafo de Rodrigo Mocellin foi a promessa de expandir a ofensiva. O pastor afirmou categoricamente que possui uma lista de outros líderes religiosos que, embora ainda mantenham uma postura pública mais cautelosa, estariam seguindo o mesmo caminho de Kivitz.

“Eu vou citar lá no meu vídeo hoje: pastores que estão seguindo o mesmo caminho do Kivitz, pastores que influenciam boa parte dos pastores das maiores igrejas deste país”, declarou.

A ameaça de expor nomes de lideranças influentes promete acirrar ainda mais os ânimos nas redes sociais e dentro das denominações, antecipando uma possível onda de embates sobre os limites da teologia e da doutrina frente aos costumes contemporâneos.

Polarização no meio gospel

O episódio expõe, mais uma vez, o abismo entre o segmento conservador/reformado e a vertente progressista dentro do protestantismo brasileiro.

Enquanto um lado defende a preservação de dogmas tradicionais como linha inegociável, o outro busca o diálogo com pautas sociais modernas, gerando uma disputa por influência e legitimidade que parece longe de um consenso.

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