RIO DE JANEIRO (RJ) — O pastor, escritor e professor universitário Tassos Lycurgo tornou-se o centro de uma intensa controvérsia nas redes sociais após a veiculação de trechos de sua pregação realizada no último sábad0 (12).
O evento ocorreu na sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), na capital fluminense, a convite do pastor Silas Malafaia, atraindo reações divergentes no campo eclesial e no debate público nacional.
Ataques institucionais e combate ideológico
Na mensagem gravada e amplamente difundida em plataformas virtuais, Lycurgo dirigiu severas críticas a órgãos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a UNESCO, a órgãos federais como a FUNAI e o Ministério da Educação (MEC), além das áreas de psicologia e psiquiatria, da população trans e daquilo que denominou “negrismo”.
O conferencista associou o conjunto das pautas sociais e científicas a uma estratégia de avanço comunista no país.
Durante o sermão, o pregador reprovou posições moderadas do meio evangélico: “Crente frouxo, pastor frouxo”, declarou, cobrando um posicionamento ostensivo do púlpito frente às pautas contemporâneas.
“Igreja é exército”: redefinição litúrgica
Lycurgo contestou diretamente a máxima eclesiológica de que “a igreja é um hospital”, reformulando a analogia para o contexto de militância.
“Igreja é exército. A gente está numa guerra”, afirmou o pastor, argumentando que o templo atua apenas como “hospital de campanha” para restaurar os fiéis com o objetivo final de reinseri-los na frente de batalha. A síntese “Curados para voltar ao fronte!” foi ratificada nas publicações institucionais da ADVEC.
As falas de Tassos Lycurgo dividem acadêmicos, lideranças comunitárias e juristas. Enquanto apoiadores da linha conservadora elogiam a contundência da palavra, educadores e defensores de direitos humanos classificam a abordagem como estimuladora de antagonismos e discursos de incitação.
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