A influenciadora Bruna Suyanne fez graves acusações contra o pastor Pablo Godoi, ligado à Assembleia de Deus Ministério Fama, em Goiânia (GO).
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ela afirmou que o religioso teria cometido abusos sexuais contra mulheres que frequentavam a igreja, mencionando relatos de assédio, violência psicológica e estupro.
Segundo a influenciadora, os episódios teriam ocorrido em um contexto de extrema autoridade religiosa, no qual Pablo supostamente utilizava referências à fé e à obediência pastoral para justificar comportamentos de natureza sexual.
“Tirar a roupa no gabinete”: os relatos de abuso
No vídeo, Bruna afirma ter recebido dezenas de relatos de mulheres que teriam sido submetidas a situações de constrangimento e violência sexual pelo pastor.
Segundo a denúncia, algumas mulheres teriam sido orientadas a retirar suas roupas durante atendimentos no gabinete pastoral, sob a justificativa de que Pablo precisava “examinar seus corpos”.
O religioso também teria solicitado contatos íntimos como uma suposta “preparação para a vida conjugal”.
De acordo com Bruna, uma das frases de manipulação que o pastor supostamente utilizava era: “Pois se você honra seu pastor, Deus honra a você”. Os relatos descrevem um possível uso do cargo espiritual para exercer pressão psicológica sobre as fiéis.
“Fui uma das vítimas”, revela Bruna
Em um dos momentos mais fortes do desabafo, Bruna relatou uma experiência pessoal envolvendo o religioso.
“Eu digo a vocês que eu fui uma das vítimas. Um dia ele me tocou inapropriadamente”, revelou a influenciadora.
Segundo ela, ao questionar o ocorrido, ouviu que o comportamento do pastor seria apenas uma demonstração de “carinho paternal”.
Bruna afirmou que tentaram convencê-la de que estaria interpretando a situação de forma equivocada, descredibilizando sua reação.
Em uma carta aberta divulgada posteriormente, a influenciadora anunciou a intenção de organizar uma rede de apoio para acolher outras possíveis vítimas.
Ameaças e silenciamento: “Não vão me intimidar”
Após a repercussão do caso, Bruna voltou às redes sociais e afirmou que estaria sendo atacada e pressionada por pessoas que defendem o pastor, em uma tentativa de abafar o escândalo.
“Não vão me intimidar, muito menos me fazer recuar”, declarou. Ela cobrou que as acusações sejam investigadas pelas autoridades e que os responsáveis respondam judicialmente.
Quem é Pablo Godoi no Ministério Fama?
O pastor é identificado no site oficial da Assembleia de Deus Ministério Fama como Pablo Junio Godoi de Moura. Na Diretoria Executiva de 2025, seu nome aparece associado à superintendência da juventude da sede da congregação.
Há registros oficiais de sua participação na direção de cultos do grupo “Geração de Adoradores”, incluindo uma celebração realizada em agosto de 2024.
A instituição tem sede em Goiânia e é presidida pelo pastor Abinair Vargas Vieira. Nos comentários das publicações, fiéis afirmaram que os pastores presidentes teriam tomado providências assim que tomaram conhecimento dos fatos.
Bruna chegou a elogiar a liderança da igreja, afirmando que as atitudes de Pablo não representam a instituição. Contudo, não há nenhum comunicado oficial da igreja confirmando o afastamento do religioso até o momento.
Perfis apagados e o silêncio do pastor
Após as denúncias ganharem tração, os perfis utilizados por Pablo Godoi nas redes sociais foram desativados. O Fuxico Gospel tentou contato com o pastor para obter sua versão sobre as acusações, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
Até 6 de novembro de 2026, não foi localizada a existência de inquérito policial ou denúncia do Ministério Público relacionada ao caso.
As alegações ainda dependem de apuração pelas autoridades competentes, e o pastor tem direito à ampla defesa e presunção de inocência. O espaço segue aberto.
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