Dois advogados cobram de Renata Kelly Rocha Vieira o pagamento de R$ 80 mil por serviços jurídicos prestados após o episódio envolvendo a pastora e um entregador de móveis e durante o impasse sobre sua candidatura pelo PL.
O Fuxico Gospel teve acesso à petição inicial da ação de cobrança, assinada em 27/07/2026 por Aline Guerra Barbosa e Rodrigo Manhães de Oliveira.
Segundo a petição, os advogados trabalharam por aproximadamente uma semana em procedimentos policiais, orientação para entrevistas, elaboração de notificação extrajudicial e gerenciamento jurídico da crise provocada pela repercussão do caso com o entregador.
Os profissionais afirmam que acompanharam Renata duas vezes perante autoridades policiais, organizaram uma coletiva de imprensa e permaneceram disponíveis durante madrugadas e no fim de semana.
A petição também menciona despesas relacionadas ao estúdio utilizado para a coletiva. Segundo os autores, esse custo não teria sido pago.
Cobrança também envolve disputa com o PL
Parte dos serviços teria sido realizada depois que o PL anunciou que Renata não participaria da convenção estadual da legenda em Minas Gerais.
Os advogados afirmam que apresentaram um mandado de segurança no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e, após o indeferimento inicial da liminar, protocolaram um agravo interno.
De acordo com os autores, a atuação contribuiu para uma nova decisão que permitiu a participação de Renata na convenção partidária. A petição também relata acompanhamento presencial na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Contrato não foi assinado
O documento reconhece que Renata não assinou o contrato de honorários. Aline e Rodrigo defendem, porém, que houve contratação verbal ou tácita, demonstrada pelas procurações concedidas, pelo envio de documentos e pela utilização dos serviços.
Os autores afirmam que apresentaram uma cobrança de R$ 80 mil. Renata teria oferecido R$ 50 mil à vista, proposta que, segundo a própria petição, foi aceita pelos profissionais. Eles alegam que o pagamento seria realizado por Pix, mas não teria sido efetuado.
Embora relate a aceitação da contraproposta de R$ 50 mil, o pedido final da ação busca a condenação de Renata ao pagamento de R$ 80 mil, acrescidos de juros, correção monetária e despesas processuais.
Até o conteúdo analisado, não existe condenação ou decisão reconhecendo a dívida. Renata Vieira poderá contestar a contratação, os serviços descritos e o valor cobrado. O espaço permanece aberto para manifestação da pastora e de sua defesa.
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