Política

Nem Lula, nem Bolsonaro: influenciadores evangélicos escolhem Augusto Cury

Criadores de conteúdo e artistas gospel defendem a integridade do escritor e descartam narrativas de divisão do eleitorado de direita

Por Caio Rangel • Publicado em 02/09/2026 às 11h23
Lamartine, Daniela Araújo, Fabíola Melo e Jonathan Nemer aparecem em montagem
Montagem reúne Lamartine, Daniela Araújo, Fabíola Melo e Jonathan Nemer.

BRASÍLIA (DF) — A candidatura do escritor e médico psiquiatra Augusto Cury (Avante) à Presidência da República recebeu o respaldo de expressivos nomes do comunidade evangélica digital.

Influenciadores e artistas de grande alcance no segmento evangélico — a exemplo de Jonathan Nemer, Fabíola Melo, Lamartine Posella e da cantora Daniela Araújo — veicularam manifestações públicas de apoio ao postulante, impulsionadas pelo crescimento do nome do autor após sua participação nos debates televisivos deste ciclo eleitoral de 2026.

Defesa do voto ideológico e rejeição ao voto útil

A influenciadora Fabíola Melo declarou voto no candidato do Avante e rebateu teses sobre o suposto fracionamento do eleitorado conservador.

Segundo a pastora e criadora de conteúdo, o primeiro turno das eleições presidenciais destina-se à escolha por convicção ideológica e apresentação de propostas, reservando-se o voto estratégico contra a oposição para um eventual segundo turno. Melo destacou a trajetória de Cury como médico, escritor e professor, reafirmando sua identidade de fé.

Na mesma linha, o humorista e advogado Jonathan Nemer reforçou o caráter ilibado do candidato, afirmando a ausência de escândalos em sua trajetória pública, enquanto a cantora Daniela Araújo declarou voto direto no projeto presidencial.

Controvérsia sobre coligações e a legenda Avante

O debate também abordou o questionamento recorrente nas redes sciais sobre a filiação de Cury ao Avante, sigla que compôs a base aliada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito de 2022.

Os participantes sustentaram que coligações pragmáticas de legendas de médio e pequeno porte não determinam a orientação ideológica do candidato, citando como paralelo o histórico do próprio Partido Liberal (PL), que também integrou composições com o PT em pleitos anteriores.

A mobilização dessas figuras públicas sinaliza a busca de parcela do eleitorado cristão por uma candidatura de centro.

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