RIO DE JANEIRO e SÃO PAULO — O missionário R. R. Soares, fundador e líder supremo da Igreja Internacional da Graça de Deus, estruturou uma das maiores articulações políticas familiares das Eleições de 2026 ao viabilizar as candidaturas de seus cinco filhos homens a cargos nos Poderes Legislativos federal e estaduais.
A movimentação consolida a expansão do braço político da denominação, superando em volume de postulantes diretos outras dinastias conhecidas da política nacional.
Distribuição estratégica e legendas partidárias
Com forte apelo na base de fiéis e na presença televisiva da instituição, a família dividiu a atuação entre os dois maiores colégios eleitorais do Sudeste.
No Rio de Janeiro, berço histórico de projeção da família ao lado do bispo Marcelo Crivella, Marcos Soares (PSDB) busca a reeleição como deputado federal, enquanto Filipe Soares (PSDB) concorre à renovação de mandato como deputado estadual.
Na mesma praça, André Soares (Republicanos) integra a chapa majoritária como candidato a primeiro suplente no Senado Federal.
Em São Paulo, a representação é liderada por David Soares (Podemos), que dispute a reeleição para a Câmara dos Deputados com foco no eleitorado da capital e grande metrópole.
Paralelamente, Daniel Soares (União Brasil) busca novo mandato na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), concentrando bases no interior e no setor da saúde pública.
Projeção no penário político-eclesial
A entrada coordenada dos herdeiros diretos da Igreja da Graça evidencia a busca por maior autonomia institucional nas negociações com blocos partidários de centro e centro-direita.
Analistas apontam que a pulverização em diferentes partidos garante trânsito do grupo religioso em variadas frentes parlamentares.
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