SÃO PAULO (SP) —O jornalista Izael Nascimento, CEO do portal Fuxico Gospel, encerrou o ano de 2025 com uma indagação que ecoa em toda a comunidade cristã: “Deus se agradou da igreja brasileira em 2025?”. Em vídeo publicado no YouTube, o comunicador realizou uma análise ácida sobre o que classificou como um ano marcado por falsas profecias, queda de máscaras e revelações assombrosas nos bastidores das denominações.
Para Izael, o ano que passou não apenas escandalizou os fiéis, mas expôs a toda a sociedade um cenário de “teatro” religioso sustentado por interesses financeiros, onde a espiritualidade muitas vezes dá lugar à conveniência e ao lucro.
O silêncio dos profetas e o caso marabá
Um dos pontos mais sensíveis da análise foi o escândalo envolvendo a Assembleia de Deus em Marabá–PA. O jornalista questionou como um pecado oculto de tamanha gravidade — o relacionamento do pastor presidente com a própria nora por seis anos — pôde passar despercebido por tantos “profetas” que passaram pela igreja durante todo esse tempo.
Falha na revelação: “Em seis anos, não teve ninguém capaz de dizer o que estava acontecendo”, disparou Izael, ressaltando que diversos pregadores e missionários passaram pela denominação sem expor o caso, que só veio à tona após a esposa do pastor contratar um detetive particular.
Profecias genéricas: O jornalista citou a missionária Cristina Maranhão, que profetizou apenas que a convenção do Pará iria “chorar”. Izael criticou a falta de especificidade, afirmando que mensagens vagas servem para qualquer tragédia ou escândalo, perdendo o valor de advertência real.
Política e dinheiro vivo: o caso Sóstenes Cavalcante
A análise não poupou os representantes da igreja na esfera política. Izael mencionou a operação Galho Fraco, da Polícia Federal, que teve como alvo o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) em dezembro.
Na residência do parlamentar, que é pastor e braço direito de Silas Malafaia, foram encontrados R$ 470 mil em espécie. O jornalista destacou a contradição entre os valores encontrados e o patrimônio declarado por Sóstenes em 2022, que era de apenas R$ 4 mil, levantando dúvidas sobre a transparência dos líderes que misturam o altar com o palanque.
Previsão sombria para 2026
Ao concluir sua retrospectiva, Izael Nascimento não trouxe uma mensagem de otimismo, mas de alerta. Segundo sua percepção dos fatos recentes, 2026 será um ano ainda pior para a igreja evangélica brasileira no que diz respeito a escândalos.
O jornalista acredita que o processo de “queda das máscaras” está apenas no início e que novas revelações nos bastidores das grandes convenções devem surgir nos próximos meses, forçando uma reflexão profunda sobre quem realmente serve ao evangelho e quem se aproveita da fé alheia.
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