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A transição de Carina Lins do ministério pastoral para o retorno aos shows de brega

Ex-vocalista da banda Carícias relatou em entrevista como conciliou sua caminhada evangélica com o regresso à cena musical do Recife

Por Caio Rangel • Publicado em 28/08/2026 às 10h34
Cantora gospel se apresenta no palco durante evento
Cantora gospel durante apresentação no palco diante do público.

RECIFE (PE) — A cantora e compositora pernambucana Carina Lins, reconhecida no ecossistema cultural do Nordeste como a “princesa do brega” desde sua projeção à frente da banda Carícias no início dos anos 2000, detalhou em entrevista recente ao programa Que Arretado os bastidores de sua trajetória de fé e o processo que a levou de volta à cena secular após um hiato de cerca de 15 anos dedicado exclusivamente ao ministério evangélico.

Conversão, ministério pastoral em São Paulo e o gatilho do retorno

Após converter-se ao protestantismo em 2008, Carina afastou-se dos palcos e mudou-se para São Paulo, onde construiu uma rotina integrada à vida comunitária da igreja.

No ambiente eclesial, alcançou o posto de presbítera, concluiu o curso de formação pastoral e exerceu a coordenação nacional de louvor de sua denominação.

Contudo, a artista relatou que o desejo de reencontrar seu público surgiu a partir de um tributo prestado pela cantora Luísa Ketlen em uma exibição televisiva.

“Aquilo gerou uma coisinha no meu coração. As pessoas começaram a me procurar de novo […] Eu conversei com meu bispo e ele disse: ‘Olha, Deus sabe do seu coração, você sabe da sua essência. Volte se isso lhe faz feliz’. Foi quando foi tipo ‘ou tudo ou nada’. Peguei minhas coisas e fui para Recife”, declarou Carina durante o programa.

Com sua carreira consolidada novamente no circuito de shows do brega pernambucano, Carina Lins relembra com emoção a gravação de seu DVD de regresso, realizado no Clube Ferroviário de Afogados, no Recife.

A cantora destacou o receio inicial de não ser reconhecida após mais de uma década afastada dos holofotes, surpreendendo-se com as filas formadas horas antes da abertura dos portões.

O percurso da artista dialoga com os debates sobre a convivência entre a fé cristã e o exercício da arte secular no Nordeste.

Correções: Encontrou um erro? Fale com a redação: contato@ofuxicogospel.com.brMúsica gospel

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