SÃO PAULO (SP) — O veterano pastor Gilvan Rodrigues provocou forte repercussão ao posicionar-se contrariamente ao uso de Bíblias digitais em celulares e tablets durante as celebrações religiosas, direcionando a crítica principalmente aos pregadores e ministros de culto.
Em declarações veiculadas nesta segunda-feira (14), o líder evangélico defendeu o resgate da leitura nas Bíblias físicas impressas como forma de salvaguardar a reverência e a atenção no altar.
Distrações virtuais e notificações no púlpito
Na fundamentação de seu posicionamento, o pastor argumentou que a convergência de funções nos smartphones expõe o leitor a riscos de distração por mensagens instantâneas e notificações de redes sociais, além da eventual exibição de anúncios imprevistos ou conteúdos impróprios.
“Na internet tem muita porcaria […] Como é que eu vou pegar a Bíblia e colocar onde tem TikTok, sexo explícito? Eu não misturo a minha Bíblia sagrada”, pontuou o preletor.
Gilvan Rodrigues também compartilhou sua disciplina pessoal em relação aos eletrônicos durante os cultos, informando que prefere deixar o aparelho no veículo ou mantê-lo desligado antes de adentrar ao templo.
“Não sou radical, me considero equilibrado […] Se a pessoa precisa levar, que coloque no silencioso para evitar toques no auditório ou no púlpito”, ressaltou.
O debate sobre tecnologia na liturgia
A reflexão de Gilvan Rodrigues reflete o contínuo dilema enfrentado pelas congregações evangélicas entre a adesão às facilidades tecnológicas e a manutenção de costumes tradicionais.
Enquanto ministros da geração mais jovem apontam a praticidade das ferramentas de busca e exegese nos aplicativos, teólogos conservadores alertam para a perda de foco e a sacralidade da experiência de leitura bíblica presencial.
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