RIO DE JANEIRO (RJ) — O cantor e pastor Kleber Lucas voltou a figurar no centro do debate público e evangélico ao publicar um vídeo nas redes sociais rebatendo lideranças religiosas que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a figuras demoníacas por razões político-partidárias.
Na gravação veiculada nesta terça-feira (22), o religioso questionou a coerência de pastores que hoje condenam o voto à esquerda, lembrando que muitos deles mantiveram proximidade histórica com o chefe do Executivo em mandatos anteriores.
Histórico político, Pacto de Lausanne e a crítica à polarização
Em seu pronunciamento, Kleber Lucas sublinhou que a divisão rígida entre direita e esquerda no ecossistema evangélico brasileiro é um fenômeno recente e construído artificialmente.
“Muitos desses pastores que falam que Lula é do diabo, que é do demônio […] todos estiveram no palco, desejavam que Lula estivesse com seus pupilos […] Isso é uma falácia, gente, isso aí é uma narrativa pra aparelhar a mente das pessoas”, declarou o cantor.
O pastor também incentivou os fiéis a buscarem embasamento histórico e teológico, recordando que correntes tradicionais do protestantismo histórico e do movimento pentecostal brasileiro nutriram afinidades com preceitos de responsabilidade social alinhados a diretrizes progressistas, a exemplo dos desdobramentos do Pacto de Lausanne.
Ao defender seu direito de exercício pastoral e cidadão, Kleber pontuou: “Pastor pra mim não é um lugar meritório, não é um lugar de poder, é um lugar de serviço, de acolher pessoas, de ser voz de Deus”.
Repercussão e o debate sobre fé e política em 2026
A manifestação do artista repercute amplamente entre defensores e críticos da inserção eclesial no cenário político, dividindo opiniões nas plataformas digitais sobre os limites da liberdade de expressão no púlpito e o patrulhamento ideológico nas congregações no atual ano eleitoral.
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