Igreja

“Cuidado Com as Heresias”, Declara Agenor Duque ao alertar sobre “Marcionismo Moderno”

Líder religiosos criticou influenciadores que descartam as Escrituras Hebraicas e reafirmou o caráter perpétuo das festas descritas em Levítico

Por Caio Rangel • Publicado em 26/08/2026 às 11h01
Agenor Duque de óculos aparece em frente ao Muro das Lamentações, em Jerusalém.
agenor duque aparece em frente ao Muro das Lamentações, em Jerusalém. (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO (SP) — O apóstolo Agenor Duque, fundador e líder da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus (IAPTD), publicou um vídeo em suas plataformas digitais para emitir um alerta à Igreja evangélica brasileira sobre o avanço do que classificou como “marcionismo moderno”.

Na gravação, o religioso relacionou ensinamentos de influenciadores e pregadores da internet à heresia formulada por Marcião de Sinope no século II, caracterizada pela rejeição do Antigo Testamento e pela separação entre o Deus das Escrituras Hebraicas e o Pai revelado por Jesus Cristo.

Críticas ao descarte das escrituras e defesa do Antigo Testamento

Durante a exposição teológica, Agenor Duque argumentou que o descarte das leis e narrativas do Antigo Testamento compromete doutrinas centrais do cristianismo, como a criação do homem à imagem de Deus e a validade dos Dez Mandamentos. “Se o Deus do Velho Testamento não existe, então nós temos que crer na teoria de Charles Darwin […] Jesus disse: ‘Eu não vim revogar a lei, eu vim cumprir’. E até que se passem os céus e a terra, nada pode ser tirado”, declarou o apóstolo, criticando figuras públicas do meio digital por promoverem o desapego às raízes bíblicas.

O líder eclesiástico também utilizou a fala para defender a celebração das sete festas solenes descritas em Levítico 23 — como Páscoa, Pentecostes (Shavuot), Trombetas e Tabernáculos —, sustentando que as datas constituem convocações perpétuas do Criador e não ritos exclusivos do judaísmo rabínico.

Duque contextualizou a origem histórica do termo “judeu” a partir do Reino de Judá e do retorno do cativeiro babilônico, lembrando que os primeiros apóstolos mantiveram a observância dessas tradições.

Convocação ministerial e repercussão no meio eclesial

A manifestação do apóstolo gera debates entre teólogos, pastores e estudantes da Bíblia sobre os limites da contextualização cultural e a continuidade das leis mosaicas na era da graça.

Ao final da mensagem, Agenor Duque convidou os fiéis para o encerramento da campanha “Quarto de Guerra” na sede da IAPTD.

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