Pastor

Apóstolo Luiz Henrique afirma que obreiros não dizimistas são “ladrões”

Líder religioso defendeu que o descumprimento do dízimo inabilita o exercício de liderança e funções ministeriais

Por Caio Rangel • Publicado em 30/07/2026 às 09h59
Apóstolo Luiz Henrique ministra uma pregação segurando um microfone durante culto, diante de um painel temático no altar da igreja.
Apóstolo Luiz Henrique durante ministração em culto, abordando uma mensagem bíblica diante da congregação. (Foto: Reprodução/YouTube)

FORTALEZA (CE) — A declaração emitida pelo apóstolo Luiz Henrique durante uma ministração transmitida ao vivo em seu canal no YouTube gerou expressiva repercussão e controvérsia nas redes sociais.

No trecho amplamente compartilhado por perfis evangélicos, o líder religioso defendeu que obreiros que não mantêm a fidelidade na entrega dos dízimos não possuem respaldo moral e doutrinário para exercer cargos de autoridade ou atuar no altar das congregações.

Fundamentação Teológica e Classificação de Conduta

Durante a pregação, o apóstolo utilizou uma linguagem incisiva ao abordar a responsabilidade financeira dos voluntários e oficiais da igreja.

Fundamentando-se no texto bíblico do profeta Malaquias (capítulo 3, versículos 8 a 10), Luiz Henrique argumentou que o não cumprimento do dízimo configura desobediência e apropriação indevida.

“Obreiro que não dizima é ladrão e não deve estar no altar”, sustentou o religioso, enfatizando que a liderança deve servir como modelo de cumprimento das diretrizes estatutárias e espirituais da denominação.

Divergências Doutrinárias e Regulamentos Internos

A posição manifestada pelo apóstolo reflete a praxe de diversas instituições pentecostais e neopentecostais, nas quais o cumprimento dos compromissos financeiros constitui pré-requisito formal para a ordenação e manutenção de funções no presbitério.

Por outro lado, o posicionamento sofre contraponto de correntes teológicas de tradição reformada ou protestante clássica, que se apoiam em passagens da Nova Aliança — como 2 Coríntios 9:7 — para defender que as ofertas devem ser doadas com voluntariedade, sem caráter de obrigatoriedade administrativa.

A repercussão da transmissão expõe as diferentes visões sobre a gestão de pessoal e a disciplina eclesiástica no protestantismo brasileiro. Enquanto defensores da medida argumentam que o alinhamento com as normas da igreja é essencial para o bom funcionamento da instituição, críticos apontam a necessidade de moderação na abordagem pública do tema.

Correções: Encontrou um erro? Fale com a redação: contato@ofuxicogospel.com.br.



Logo Fuxico Gospel

DIGITE SUA BUSCA

Este site utiliza cookies essenciais para garantir o funcionamento adequado. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.