O pastor André Valadão, presidente da Lagoinha Global, publicou um vídeo oficial em suas redes sociais nesta segunda-feira (14), para esclarecer reportagens recentes que apontaram movimentações financeiras atípicas em uma conta bancária vinculada à Igreja Batista da Lagoinha no bairro Belvedere, em Belo Horizonte.
No pronunciamento, o líder denominacional buscou distanciar a estrutura central da igreja dos atos apurados pelas autoridades.
Autonomia jurídica, Banco Master e afastamento de liderança
Segundo Valadão, a unidade do Belvedere era presidida e gerida de forma autônoma pelo pastor Fabiano Zettel na época investigada.
O presidente da Lagoinha Global ressaltou que as dezenas de campi da congregação possuem CNPJs e contas bancárias independentes.
“A Lagoinha Global não administrava nem movimentava as contas bancárias da unidade do Belvedere”, garantiu o líder evangélico, acrescentando que a cúpula tinha ciência de obras no local, mas desconhecia o montante das transações apontadas nos relatórios policiais.
André Valadão informou ainda que a liderança foi notificada de que os valores sob suspeita não decorriam de dízimos ou ofertas dos fiéis, mas de captações privadas do ex-gestor.
Ele confirmou que Fabiano Zettel foi afastado de suas atribuições ministeriais assim que surgiram as primeiras citações públicas ao Banco Master, em novembro de 2025, culminando com o encerramento definitivo das atividades da Lagoinha Belvedere.
A manifestação do líder da Lagoinha repercute intensamente no mercado fonográfico e ministerial brasileiro. Valadão cobrou rigor das apurações judiciais, mas defendeu que condutas individuais não sejam estendidas ao conjunto da denominação:
“A Lagoinha não protege prática errada, não compactua com ilegalidade e não tem interesse em impedir que os fatos sejam esclarecidos […] Que cada pessoa envolvida responda por aquilo que efetivamente fez”, concluiu.
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