Igreja

André Valadão se explica sobre Lagoinha Belvedere e Banco Master

Presidente da Lagoinha Global esclareceu que cada filial possui autonomia jurídica e que recursos investigados eram captados por ex-líder

Por Caio Rangel • Publicado em 15/09/2026 às 06h33
André Valadão (Reprodução)
André Valadão (Reprodução)

O pastor André Valadão, presidente da Lagoinha Global, publicou um vídeo oficial em suas redes sociais nesta segunda-feira (14), para esclarecer reportagens recentes que apontaram movimentações financeiras atípicas em uma conta bancária vinculada à Igreja Batista da Lagoinha no bairro Belvedere, em Belo Horizonte.

No pronunciamento, o líder denominacional buscou distanciar a estrutura central da igreja dos atos apurados pelas autoridades.

Autonomia jurídica, Banco Master e afastamento de liderança

Segundo Valadão, a unidade do Belvedere era presidida e gerida de forma autônoma pelo pastor Fabiano Zettel na época investigada.

O presidente da Lagoinha Global ressaltou que as dezenas de campi da congregação possuem CNPJs e contas bancárias independentes.

“A Lagoinha Global não administrava nem movimentava as contas bancárias da unidade do Belvedere”, garantiu o líder evangélico, acrescentando que a cúpula tinha ciência de obras no local, mas desconhecia o montante das transações apontadas nos relatórios policiais.

André Valadão informou ainda que a liderança foi notificada de que os valores sob suspeita não decorriam de dízimos ou ofertas dos fiéis, mas de captações privadas do ex-gestor.

Ele confirmou que Fabiano Zettel foi afastado de suas atribuições ministeriais assim que surgiram as primeiras citações públicas ao Banco Master, em novembro de 2025, culminando com o encerramento definitivo das atividades da Lagoinha Belvedere.

A manifestação do líder da Lagoinha repercute intensamente no mercado fonográfico e ministerial brasileiro. Valadão cobrou rigor das apurações judiciais, mas defendeu que condutas individuais não sejam estendidas ao conjunto da denominação:

“A Lagoinha não protege prática errada, não compactua com ilegalidade e não tem interesse em impedir que os fatos sejam esclarecidos […] Que cada pessoa envolvida responda por aquilo que efetivamente fez”, concluiu.

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