SÃO PAULO (SP) — O pastor e teólogo Elias Dantas, fundador e líder da Global Kingdom Partnerships Network (GKPN) — rede eclesiástica que conecta ministérios e lideranças em mais de 100 países —, provocou forte repercussão no ecossistema cristão ao denunciar a comercialização de cargos de liderança em uma comunidade evangélica na Coreia do Sul.
Em um vídeo que viralizou nas plataformas digitais, o religioso revelou que a posição de presbítero estaria sendo negociada mediante a doação ou pagamento de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,5 milhões).
Crítica ao Poder Econômico e à Simonia Contemporânea
Durante sua reflexão, Elias Dantas classificou a prática como uma degradação do ministério pastoral e alertou para os riscos do uso do capital financeiro como instrumento de coerção e busca por prestígio eclesial.
“Uma vergonha para o evangelho, porque o poder econômico compra muita consciência […] E alguns querem ter para poder comprar a lealdade dos outros. O propósito do domínio”, afirmou o teólogo, que já pastoreou congregações em Hollywood (EUA) e atua na capacitação de bispos e pastores em escala global.
Dantas contrapôs a lógica do prestígio à essência dos ensinamentos cristãos primitivos. “A lógica do Reino é que quem ganha é o que dá. Quem serve é o maior. Quem se humilha é exaltado. Querer ter para se impor sobre outros, porque o povo vai respeitar porque você é graduado ou rico, não é a resposta que deveríamos dar”, pontuou o líder, estendendo suas observações às tentações de autoexaltação motivadas por títulos acadêmicos no meio eclesiástico.
Impacto na Teologia de Governança Eclesial
O pronunciamento de Elias Dantas reacende as discussões sobre a transparência financeira e os critérios de ordenação de obreiros nas grandes denominações ocidentais e orientais.
A denúncia da chamada “simonia moderna” mobiliza teólogos e conselhos eclesiásticos em prol de reformas nas diretrizes de escolha de presbíteros e egbés ministeriais.
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