Política

MEC recua de “linguagem neutra” após pressão evangélica

O termo "bem-vindx" já vinha sendo usado no site do MEC, porém foi removido após pressão da bancada evangélica.

Caio Rangel | Publicado em: 08/05/21 às 8:17 Atualizado em 08/05/2021 08:24
MEC recua de “linguagem neutra” após pressão evangélica
Ministro da Educação Millton Ribeiro (Reprodução)

O Ministério da Educação (MEC) havia feito uma proposta de “linguagem neutra” que acabou sendo descartada, graças a pressão que sofreu da bancada evangélica.

Essa foi mais uma das ações da militância progressista que luta diariamente contra o governo conservador do presidente Jair Bolsonaro.

A saudação “bem-vindx” já vinha sendo usada no site do MEC para cumprimentar os usuários que entravam na página do Qualifica Mais.

A letra x estava substituindo o lugar do “a” ou “o”, usado na Língua Portuguesa para identificar o gênero. Com isso, mais uma estratégia política do movimento LGBTQIA+ acabou fracassando.

De acordo com a Revista Fórum, a militância entrou com uma ação para romper com o “binarismo de gênero”, usando a chamada “linguagem neutra”.

No entanto, não alcançaram êxito com os seus esforços, pois a bancada evangélica – a principal apoiadora do governo Bolsonaro no Congresso Nacional – pressionou o MEC para retirar a linguagem incorreta.

Após o aperto da bancada evangélica, a página do MEC excluiu os termos, e o próprio ministro da Educação, Milton Ribeiro, que também é pastor da Igreja Presbiteriana, se posicionou contra o uso da linguagem. Apesar de ele ignorar as críticas contra a nova presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Cláudia Mansani Queda de Toledo, que tem forte posicionamento de esquerda.

 

 

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